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Depois da traição.

E é um nojo que eu sinto. De ti, dela. De vocês os dois. Dela eu sempre tive, de ti não. Eu gostava de ti. Os últimos dias e acontecimentos me demonstram coisas diferentes do que eu imaginava. Por que me julgas por eu não ter (sequer?!) mudado algo em mim - sendo que eu mudei, tudo o que eu fiz por ti - quando hoje mesmo demonstraste que, afinal de contas, voltaste a fazer o mesmo que sempre fizeste? E isso porque não te importas com ninguém. Alguma vez te importaste? Mesmo que algo em mim diga que sim, tu sempre te importaste, hoje eu quero pensar que não. Se torna mais fácil. Eu quero as coisas mais fáceis agora.

No fim é como aquela minha amiga diria. Tu pegaste o meu coração, despedaçaste-o. Fazes o que queres, inclusive comigo e depois tentas voltar ao que tudo era normal com essas palavras feitas e mansas, capaz de fazer doer o meu já dolorido coração. Mas nada mais é normal. Desta vez eu deixo a raiva me consumir, tomar conta dos meus pensamentos e consequentemente das minhas acções… com a esperança que isto tudo mude. Porque é o que eu mais quero agora: deixar de gostar de ti. Me libertar, deixar-me ir.


(É o que eu realmente espero)

Text posted 1 year ago